Gente, não é que eu seja fanática por futebol, ao contrário, detesto, porque sempre gera fogos de artifício que me assustam...
Mas em época de Copa do Mundo praticamente não se fala de outra coisa.
O Estadão já tinha avisado, em 13 de abril, que o Morumbi ia ficar fora da Copa. A entrega de projetos e orçamentos fora de prazo não ajudou em nada, e, finalmente, a falta de garantias financeiras para a realização da reforma acabou dando o "cartão vermelho" para o Morumbi.
Agora saem todos correndo, dizendo que é um absurdo, a cidade de São Paulo não fazer a abertura da Copa, e, o que é ainda pior, talvez ficar sem um estádio para sediar nenhum jogo! Apareceu rapidinho um plano B: construir um estádio novo, em Pirituba, financiado pela iniciativa privada.
Enquanto isto, o relógio está correndo. A construção de um estádio novo envolve projeto, aprovação, licença da prefeitura, contratação de projetista, empreiteira... se nós já estávamos atrasados no cronograma, com uma reforma, vai dar tempo de construir um estádio inteirinho?
A sede do Palmeiras está fechada para reformas - dizem que queriam, pelo menos, sediar alguns jogos da Itália. Só que o aumento de capacidade do estádio possibilitada por essa reforma ficará aquém do exigido para a abertura da Copa. Sem mencionar a necessidade de uma série de obras urbanísticas que teriam que ser feitas no entorno do estádio.
Outro estádio que poderia ser reformado é o do Pacaembu, que, no entanto, é tombado pelo Patrimônio Histórico.
Qual será a solução, então? O governo municipal, o estadual e o federal, todos dizem que não vão colocar dinheiro público para a construção de nenhum estádio. Corretíssimo. Há que se pensar, porém, que não foi a iniciativa privada que apresentou a candidatura do Brasil para sediar a Copa.
O Morumbi sempre foi a solução mais lógica, e tudo está sendo feito nesse sentido, uma linha de metrô que liga a Estação da Luz ao estádio, passando pela Paulista. Além disto, há a previsão de uma linha de metrô leve que sairá da Estação São Judas e ligará o aeroporto de Congonhas ao Morumbi.
Agora é chorar o leite derramado. E, o que é pior, ler essas notícias nos jornais do mundo inteiro.
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